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O Assistente Social como Gestor do RH da Empresa |
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O assistente social é o grande mediador na empresa, auxiliando na conquista de um clima organizacional favorável. Por ter como aptidões: visão de mundo a longo prazo; habilidade para negociar e preparar multiplicadores; compreensão e vivência dos valores holísticos; facilidade de comunicação e relacionamento; memória associativa de nomes, fotos, fisionomias; capacidade de síntese e noção de uso do tempo e capacidade de adaptar-se a situações novas - é ele quem se preocupa em fazer valer os direitos dos funcionários, bem como em garantir a satisfação do empregador com o conseqüente desenvolvimento da empresa . Para que o entrosamento e a intervenção sejam eficazes, primeiramente, faz-se necessário que o profissional conheça toda a estrutura e o organograma da empresa na qual trabalha, de forma a elaborar seu roteiro de trabalho e as metas que pretende atingir.
Por se tratar em sua maioria de empresas familiares, as funerárias apresentam uma estrutura de relação empregador/funcionário/empresa um pouco diversificada. Observa-se um maior vínculo de entrosamento e conhecimento pessoal entre os integrantes da empresa. Os funcionários e diretores têm a possibilidade de resolver certas problemáticas através de contato direto entre eles. Existe um conhecimento mais amplo do que se passa na empresa em seus diferentes setores, os funcionários mostram-se mais compromissados em oferecer um trabalho diferenciado, preocupados com a qualidade e a imagem da empresa; entretanto, este tipo de estrutura, por outro lado, acarreta alguns pontos negativos que precisam ser constantemente trabalhados: o sentimento de liberdade tolhido; a limitação de benefícios oferecidos, por se entender que as necessidades podem ser supridas conforme aparecerem; resistência à treinamentos e à assimilação de novas técnicas, por se entender que o acompanhamento constante das atividades pelo diretor funerário já é o suficiente, entre outros.
Mediante esta realidade, o assistente social aplica a Administração de Recursos Humanos (ARH), buscando intervir nesses aspectos apresentados de forma a alcançar progressos no desenvolvimento da organização como um todo, priorizando, contudo, o ser humano.
A ARH é uma área interdisciplinar que envolve uma multiplicidade de campos de conhecimentos: tem-se a aplicação e interpretação de testes psicológicos e entrevistas, a tecnologia de aprendizagem individual e de mudança organizacional, medicina, serviço social, satisfação no trabalho, salários e encargos sociais, interpretação de leis trabalhistas, transporte, auditoria, entre diversos outros assuntos diversificados.
A ARH é contigencial, isto é; depende da situação organizacional (do ambiente, das políticas e diretrizes vigentes, da tecnologia empregada, da qualidade e quantidade de recursos humanos disponíveis...). Um esquema de ARH bem sucedido numa organização em certa época pode não sê-lo em outra organização ou na própria, em época diferente , uma vez que as coisas mudam e as necessidades sofrem alterações.
Atualmente, na função de gestor, o assistente social tem para si a incumbência de administrar as práticas relacionadas à administração de Recursos Humanos, sendo co-responsável por atividades como as mencionadas a seguir, entre inúmeras outras:
a) recrutamento e seleção de pessoal; b) integração do novo funcionário; c) desenvolvimento do funcionário, despertando nele o interesse pela sua qualificação e aperfeiçoamento; d) avaliação de desempenho; e) administração de salários; f) plano de cargos e carreira; g) levantamento de critérios para remuneração e concessão de benefícios sociais; h) manutenção de uma força de trabalho motivada, participativa e produtiva; i} engenharia do trabalho; j) segurança do trabalho; k) higiene e Medicina do Trabalho...
Esta atuação direta com o funcionário permite ao profissional adquirir um conhecimento amplo das problemáticas que possam surgir com ele, quer no âmbito operacional como pessoal. O profissional, uma vez ciente destas problemáticas, estuda e viabiliza formas de intervenção, buscando amenizar ou sanar as dificuldades encontradas. Para isso, age particularmente através de seus conhecimentos e técnicas, ou sendo mediador, conforme a complexidade da problemática, entre os colaboradores e a diretoria da empresa, de forma a conseguir um resultado positivo e satisfatório a ambas as partes.
O assistente social também, através de um vínculo maior com os colegas de trabalho (no qual obtenha uma percepção mais ampla das afinidades, dos anseios, das necessidades entre eles), tem a oportunidade de viabilizar alternativas para a construção de atividades que favoreçam o bem-estar do colaborador dentro e fora da empresa. Podem ser promovidos eventos, como auxílio e incentivo a atividades lúdicas, que favoreçam o entretenimento e o relaxamento, confraternizações, campanhas de ajuda coletiva, administração de caixa beneficente, encontros para troca de idéias, incentivo ao aprimoramento profissional, entre inúmeras outras atividades que podem vir surgindo com o decorrer da prática destas primeiras. Estas medidas direcionam o trabalho empresarial, obtendo um sistema mais motivado, mais satisfeito, mais tranqüilo e por conseqüência, mais eficaz e produtivo.
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