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   Considerações Preliminares Sobre Setor Funerário

        Apesar de reconhecer que são diversas as idéias e crenças a respeito da morte e que essa diversidade está relacionada com a questão cultural de cada povo, o elemento comum que se sobressai refere-se ao sofrimento da perda irrecuperável.

         As atuais empresas funerárias tem como objetivo, tratar a morte a partir de um contexto social, onde prevalece o fator econômico, pois a prática funerária consiste em um tipo de prestação de serviço. Nesse sentido, todo profissional que faça parte desse tipo de empresa terá que se preocupar em preservar e dar suporte ao convênio, buscando a excelência e a satisfação do cliente e da empresa.

        O cotidiano da prática funerária nessas empresas, geralmente tem início no tratamento do paciente em vida e após momento da perda, o serviço funerário é acionado pela família, e aquele que conta com a atuação do Assistente Social, é a este que cabe  o atendimento visando oferecer o necessário e adequado apoio a cada caso.

        Assim, o Assistente Social que atua nesta  empresa terá como objetivo oferecer um atendimento de qualidade as famílias que buscam informações, orientações e até mesmo compreensão numa hora em que nem sempre existe alguém para escutá-la.

A PRÁTICA PROFISSIONAL E O CUIDADO DE SI

        As funções Técnica - Humanistas inerentes ao tratamento do Assistente Social em um serviço funerário ocorre, principalmente, num momento de perda, o que torna a situação delicada, requerendo dele uma relação empática e afetiva.

        Ao Assistente Social cabe respeitar de modo especial, em tal  situação a cultura característica, os valores e crenças de cada família.

        Para o profissional estar em contato com a morte nos remete a nossa própria mortalidade, Raramente consideramos a nossa própria morte, pois pensar é muito angustiante. No entanto, quem trabalha diretamente com pessoas mortas, dificilmente consegue fugir totalmente deste temor.

        A proximidade diária  do estresse  e sofrimento dos familiares enlutados pode afetar a saúde física e mental do profissional , podendo ele mesmo ficar estressado.

        Assim pensar no que o contato com a morte poderá suscitar em si mesmo é uma maneira  de alertar  o profissional para os cuidados que deverá ter diante da angústia da morte, muitas vezes, até como forma de se defender do impacto que causa pensar na própria morte. Contudo, ter consciência da própria mortalidade tem suas vantagens: desperta a necessidade de viver plenamente cada dia: de cuidar das coisas valiosas da vida; a afastar solução de viver a vida como projetando sonhos para o futuro que talvez não sejam alcançados.

 

Sandra Cristina Leite Colaco

                                                        Assistente Social

Funerária Coração de Jesus






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