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Postado - 18/05/2005 : 03:28:12
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A matéria publicada pelo Jornal O Liberal da cidade de Belém – PA, no dia 02/03/2005, intitulada de: CEMITÉRIO FEITO MUSEU, onde pode ser encontrada neste mesmo Web-site; vem explanando sobre o tombamento e transformação do Cemitério de Nossa Senhora da Soledade em um museu, que fica localizado nesta mesma cidade. O problema não é o seu tombamento, pois sou um grande admirador destas medidas que buscam a preservação destes monumentos que conseguem passar a todos as várias características, costumes e transformações da sociedade local através dos seus mausoléus, túmulos entre outras características. O Sr. Moacir, proprietário do Cemitério e Crematório Jardim Metropolitano em Fortaleza afirmou em minha pesquisa intitulada de: Quanto Custa Morrer? A Comercialização da Morte em Fortaleza, que a história de uma população, o presente, o passado e o futuro, são retratados nas dependências de um cemitério, principalmente em um cemitério tradicional, onde não existe uma padronização em seus sepulcros. Mostrando as transformações que vem sofrendo ao longo dos tempos, como é afirmado pela pesquisadora Tania Andrade LIMA em seu livro: De morcegos e caveiras a cruzes e livros: a representação da morte nos cemitérios cariocas do século XIX (estudo de identidade e mobilidade sociais) da Universidade de São Paulo, v. 2, São Paulo 1996. O problema desta matéria é justamente na opinião da Senhora Filomena Longo, diretora do Departamento de Patrimônio Histórico (DPH) da Fumbel (Fundação Cultural do Município de Belém), que afirmou que se o referido cemitério não tivesse sido tombado, Belém teria perdido o único exemplar em todo o Brasil, de um cemitério histórico dentro de um perímetro urbano: ´...se não tivesse sido tombado teríamos perdido o único exemplar no Brasil de cemitério histórico dentro de um centro urbano´. Eu não estou sendo bairrista, mas defendendo um dos meus objetos de pesquisa, o Cemitério São João Batista, o qual possui características tradicionais, é secular, é histórico, pois possui varias personalidades do Estado do Ceará e do Brasil sepultados em seus domínios e foi inaugurado na década de 60 do século XIX, estando localizado em pleno centro de Fortaleza, na Rua Pe. Mororó s/n, fone: (85)3212-8415, e administrado desde a sua inauguração pela Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza. O período de sua construção e os motivos que levaram a ela estão registrados no livro: Santa Casa de Fortaleza 1861-1992. Gráfica Batista. Fortaleza-Ceará, 1994, do Sr. Argos Vasconcelos, ex-provedor da Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza. Acredito que existam vários cemitérios que se enquadrem nestes aspectos pelo Brasil. Devido a isto, não acredito que o Cemitério de Nossa Senhora da Soledade em Belém seja o único exemplar no Brasil, de um cemitério histórico dentro de um centro urbano. A não ser, que exista uma denominação técnica a qual não tenho conhecimento, e possa validar esta denominação. Daí a própria Senhora Filomena ou outra pessoa que tenha um maior conhecimento a respeito destas características participe deste fórum para dar melhores explicações. A idéia de tombamento destas localidades sagradas com o propósito de preservar obras arquitetônicas e de arte que retratam características culturais de sociedades para as gerações futuras está sendo adotada em todo o mundo nas principais cidades, como exemplo Paris, com o cemitério Père-Lachaise que recebe mais de dois milhões de visitantes por ano. Segundo o Jornal do Comércio, com a matéria: Cemitérios de Paris. Recife/PE 23/01/2003: “também não é para menos, passear pelo cemitério é, literalmente caminhar sobre um chão de estrelas como Balzac, Chopin, Jim Morrison, Edith Piaf, Oscar Wilde, La Fontaine, Molière...”.
Aguardo opiniões! Ranieri Drumond
Autor: Ranieri Drumond |
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